O ideal de cura

“O ideal máximo de cura é o restabelecimento rápido, suave e duradouro da saúde.”

– Organon da arte de curar, parágrafo 2.

Desde o início, as curas homeopáticas observadas têm mostrado essas 3 características:

  1. A ausência de efeitos colaterais ou tóxicos permite que a melhora seja suave.
  2. A rapidez é proporcional ao tempo de instalação das doenças, nas agudas de horas ou dias, nas crônicas de meses ou anos. No entanto, muitíssimo mais rápido que uma cura natural e mesmo que em outros tratamentos. Cumpre ressaltar que a melhora da vitalidade e do estado mental ocorre desde o início do tratamento, e o restabelecimento é acompanhado de uma sensação de bem estar geral.
  3. Quando ocorre uma cura, essa tem que ser duradoura para cumprir com os requisitos homeopáticos.

Os homeopatas têm observado repetidamente essas curas, que trazem grande satisfação ao doente e ao médico. É sempre gratificante ver a recuperação da saúde seguindo as leis da natureza, nas quais a Homeopatia se baseia.

Temos também que entender o que consideramos cura em Homeopatia. Na prática médica vigente, consideramos que o controle medicamentoso de um paciente hipertenso é satisfatório, em Homeopatia os níveis pressóricos devem se normalizar sem a necessidade dos anti-hipertensivos, e com a melhora de outros aspectos da saúde do paciente como disposição, sono, estado mental e também de outras queixas físicas não relacionadas à hipertensão.

Muitos pacientes conseguem, com a Homeopatia, retirar totalmente os medicamentos de uso crônico, mantendo um bom nível de saúde; em outros não se consegue essa cura completa, mas quase sempre se consegue diminuir bastante o uso da medicação crônica, o que já é um grande ganho numa sociedade hipermedicalizada como a nossa.

Nas enfermidades agudas não se utiliza da medicação sintomática para febre, dor, vômitos, etc. Procura-se um medicamento que abarque a totalidade dos sintomas, e pode-se ver que a melhora se faz na totalidade dos sintomas, e não especificamente em apenas um sintoma em particular, com febre, vômitos, diarreia, etc. A enfermidade aguda deve se curar rapidamente e não deixar sequelas, para se dizer que houve uma verdadeira cura. Sequelas, como as que estamos vendo na Síndrome pós COVID são consideradas enfermidades crônicas e devem ser abordadas de forma diferente, dentro da concepção homeopática.

Pode-se perceber que a Homeopatia não é apenas um complemento da Medicina vigente, mas traz possibilidades diferentes no cuidado e tratamento das enfermidades e deveria ser melhor e mais amplamente utilizada para o benefício geral.

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Hamilton Camargo Rodrigues

Graduação em Medicina pela Unifesp – Escola Paulista de Medicina
Especialização em Homeopatia (AMHB), Cirurgia Geral e Proctologia ( SBCP)
Organizou e Coordenou o Serviço de Colo-Proctologia da Universidade Federal de Uberlândia
Docente e coordenador de cursos de pós-graduação de Homeopatia na Associação Paulista de Homeopatia, na Sociedade Médica de Uberlândia e no Centro de Especialização em Homeopatia de Londrina (CEHL)
Atualmente, docente do CEHL, consultório de Homeopatia e Proctologia e Ambulatório do SUS de Proctologia.

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