Homeopatia pediátrica: a importância de um olhar atento para nossas crianças

A homeopatia representa uma possibilidade de ampliar a arte de curar. No que se refere às crianças, na homeopatia pediátrica, lidamos com pacientes que ainda não se comunicam verbalmente. Seus desequilíbrios são transmitidos pelo olhar, por um desenho ou por um comportamento. Existe um modo bastante peculiar de demonstrar sua sensibilidade.

A criança interage com a sua família, seus brinquedos, com a escola e, assim, devemos considerar a individualidade do pequeno paciente. Isso se dá pelos seguintes fatores:

  • Fatores genéticos: que determinam a tendência patológica a que a criança está sujeita;
  • Alimentação: que atua diretamente na saúde da criança, pois tem ação no sistema imunológico e no desenvolvimento neuropsicomotor
  • Estímulos do meio: condições sociais e afetivas que também influem diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor

Na consulta de homeopatia pediátrica, devemos ter olhos bem atentos para a individualidade de cada pequeno paciente. Busquemos explorar a imaginação dos pequenos, como ele brinca, desenha, as histórias que mais gosta.

 Além de nos questionarmos sobre o que há para ser curado, temos que fazer a seguinte pergunta: “Por que a criança adoeceu?”

Muitas das reações infantis são eliminações e a doença é, na verdade, a busca do equilíbrio perdido. Podemos dizer que se há alguma situação de stress infantil em que haja compreensão da família, há um equilíbrio. Entretanto, sem a compreensão familiar, as eliminações surgem sob diversos aspectos: febre, diarreia, dores, vômitos, alergias, para que assim, o equilíbrio seja atingido.

Devemos estar atentos às características que não correspondem à faixa etária esperada ou que estejam se apresentando de maneira exacerbada a ponto de comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor da criança e seu relacionamento com o meio. 

Por exemplo: medo do escuro é uma característica comum em crianças na fase dos 12 aos 36 meses, já que estão aprendendo a conhecer “claro” e “escuro” e também a verbalizar seus medos. Mas, se for uma característica exacerbada, a ponto de comprometer sua socialização, deve ser tomado como um sintoma homeopático.

Como perceber essa diferença? Como saber se é uma característica comum da idade ou algo patológico, ou seja, exacerbado, em desequilíbrio?

Quanto mais envolvidos estivermos com nosso pequeno paciente, mais próximos estaremos de compreendê-lo.

“ O médico homeopata não deve se preocupar em  não se envolver, mas sim em como se envolver”.

Nossas crianças merecem o melhor de nós!

Gostou? Compartilhe!

Sobre o Autor: Clara Abreu

Clara Abreu de Lima Figueiredo

Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas-UFPel-RS
Especialista em Homeopatia pela AMHB
Residente em Medicina de Família e Comunidade na Universidade Federal de Uberlândia-UFU-MG
Especialização em Medicina Antroposófica ABMA-CO, em andamento.
Graduação em Ciências Econômicas-UFU
Atendimentos em consultório particular.

  • Clara Abreu de Lima Figueiredo
  • CasaE – Av. Raulino Cotta Pacheco, 284- Osvaldo Rezende

  • AGENDE SUA CONSULTA